Na segunda-feira, no programa da RTP Quem Quer Ser Milionário, concorreu uma jovem licenciada e que falava 4 ou 5 línguas.
À pergunta: - Qual é o único órgão da União Europeia para o qual votamos? a concorrente pediu a ajuda dos 50/50.
As opções de resposta eram:
A - Parlamento Europeu
B - Nenhuma
C - Parlamento Português
D - Tribunal de Contas Europeu
Depois da ajuda, ficaram apenas as duas primeiras respostas. A jovem teve dúvidas e socorreu-se da ajuda do público. De todas as pessoas em estúdio 55% escolheu a resposta A, 45% a resposta B...
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Que as pessoas não saibam o nome do Presidente do Banco Central Europeu eu percebo, mas que não saibam para que é que votam!!!! Considero triste (não me ocorre nenhuma palavra que expresse tão bem este sentimento) esta falta de interesse por assuntos que são fulcrais na vida das pessoas. Falta de interesse porque esta situação não advém de pouca informação ou má comunicação. Resulta só e tão só de uma total desesresponsabilização dos cidadãos face à forma como o seu mundo é gerido. Assuntos fulcrais porque os acontecimentos que se desenrolam em Bruxelas (e já agora, noutra escala, em Pequim, Tóquio, Nova Iorque ou Caracas) têm uma influência directa no nosso dia-a-dia, desde a quantidade de gordura dos pastéis de nata ao encerramento da mítica Ginginha no Rossio.
Quando os cidadãos não querem saber qual é a solução? E quais são as consequências?
A indiferença menoriza o debate. A ausência de discussão limita o resultado. Caminhamos para decisões mais pobres? Mais injustas?
Deixo o tema à discussão!