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07/07/2011

Manipulações e conspirações

Hoje de manhã ouvi esta notícia e pensei para os meus botões: o novo governo não só se comprometeu a cumprir as medidas de austeridade como lançou novas medidas numa tentativa de mostrar a sua/nossa boa-fé e o nosso comprometimento em resolver a situação insustentável a que chegou o país. E logo após esta demonstração de proactividade, uma das agências de rating dá-nos esta classificação que nos pode levar à falência. Parece propositado.
"Rita, estás a embarcar nas teorias da conspiração, não deve ser nada disso." 
E afinal é. Diz quem sabe:



Roubado à Dulce e ao Lodo

14/02/2008





Na segunda-feira, no programa da RTP Quem Quer Ser Milionário, concorreu uma jovem licenciada e que falava 4 ou 5 línguas.


À pergunta: - Qual é o único órgão da União Europeia para o qual votamos? a concorrente pediu a ajuda dos 50/50.




As opções de resposta eram:

A - Parlamento Europeu

B - Nenhuma

C - Parlamento Português

D - Tribunal de Contas Europeu


Depois da ajuda, ficaram apenas as duas primeiras respostas. A jovem teve dúvidas e socorreu-se da ajuda do público. De todas as pessoas em estúdio 55% escolheu a resposta A, 45% a resposta B...


...


Que as pessoas não saibam o nome do Presidente do Banco Central Europeu eu percebo, mas que não saibam para que é que votam!!!! Considero triste (não me ocorre nenhuma palavra que expresse tão bem este sentimento) esta falta de interesse por assuntos que são fulcrais na vida das pessoas. Falta de interesse porque esta situação não advém de pouca informação ou má comunicação. Resulta só e tão só de uma total desesresponsabilização dos cidadãos face à forma como o seu mundo é gerido. Assuntos fulcrais porque os acontecimentos que se desenrolam em Bruxelas (e já agora, noutra escala, em Pequim, Tóquio, Nova Iorque ou Caracas) têm uma influência directa no nosso dia-a-dia, desde a quantidade de gordura dos pastéis de nata ao encerramento da mítica Ginginha no Rossio.


Quando os cidadãos não querem saber qual é a solução? E quais são as consequências?


A indiferença menoriza o debate. A ausência de discussão limita o resultado. Caminhamos para decisões mais pobres? Mais injustas?


Deixo o tema à discussão!


27/09/2007

Rebenta a bolha!

Sabemos que vivemos num país de 3.º mundo quando uma criança de seis anos cai da varanda porque está em casa a "tomar conta" das irmãs de quatro e dois anos!

Uma mãe solteira tem duas hipóteses: ou deixa as crianças em casa (muito grave) e vai trabalhar, ou fica em casa com as crianças e não vai trabalhar (insustentável!).

E qual é a resposta da autarquia e do estado, que recebem o dinheiro dos nossos impostos precisamente para prover a situações como estas, para a qual o cidadão individual não tem capacidade de solução?

Daqui a três meses falamos, primeiro temos de analisar o seu processo...

E o que é que pode fazer uma mãe nesta situação? "Rebenta a bolha"????? Agora vou para o coito* e volto quando decidirem se as minhas filhas têm vaga na creche?

Sou assim tão inteligente que perceba à primeira que uma mãe solteira com três crianças pequenas, ou tem um ordenado de barão da droga ou não consegue sozinha arcar com as despesas de uma casa, água, luz, gás, alimentação, fraldas, roupa, sapatos e creche privada a triplicar???

Para que é que serve a Segurança Social? Para pagar o rendimento mínimo garantido?

Se eu fosse esta Mãe processava o estado e a autarquia, e exigia o pagamento dos cuidados de saúde, uma indmenização por danos físicos e morais e vaga na creche até mandar as miúdas para a universidade!

E voltamos ao problema de base da sociedade portuguesa, o que permite que estas situações aconteçam repetidamente e até à exaustão, e que é a impunidade. E contra isso, só um país novo...


* Nada de interpretações duplas ;-)